METAMORFOSE
A metamorfose é assunto de interesse de várias áreas desde a Biologia, a Literatura e as Artes. Em especial ressaltamos as expressões em Kafka, Dalí e Escher que nos fazem viajar. Dalí abaixo em "Metamorfose de Narciso". Esse Blog pretende dialogar sobre a Metamorfose do 'Ser Humano'...
segunda-feira, 24 de agosto de 2020
EDUCAÇÃO
DIALOGANDO
Dialogando é um espaço para trazermos conteúdos vinculados à área da Educação quer seja nos espaço da educação formal, em seus níveis de escolarização e da atuação dos professores, quer seja, nos espaços de educação não-formal, popular, informal aonde atuam educadores de modo geral.
É possível com isso situar a concepção de educação de modo mais amplo pensar numa concepção de educadores que traz luz ao trabalho de professores de modo específico.
Vamos tratar nessa seção de vários assuntos relacionados à área da Educação. Iniciando com os seus Fundamentos básicos importantes na Formação de Professores, quais sejam: Filosofia da Educação, Epistemologia educacional, Sociologia da Educação, História da Educação e Psicologia da Educação.
Por certo, toda a formação de Professores necessita descrever com clareza a sua base filosófica-epistemológica e sem os Fundamentos da Educação não é possível educador professores com clareza de seu papel social.
Posteriormente trataremos de assuntos vinculados às áreas de:
Projeto Político Pedagógico;
Política Educacional;
Tecnologia Educacional;
Educação em Direitos Humanos;
Formação de Educadores;
Gestão democrática da Educação;
FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO I
Trataremos nessa seção das bases conceituais da Educação a partir da Filosofia da Educação, da Epistemologia da Educação e da Sociologia da Educação . Trazendo resenhas e comentários de artigos e obras específicas.
Algumas leituras básicas para o nosso diálogo:
FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO II
Essa seção trará sugestões de leituras a respeito da área de História da Educação, bem como diálogos necessários para situar Educadores dos antecedentes históricos da educação, brasileira. Trazendo resenhas e comentários de artigos e obras específicas.
Tais livros acima são algumas referências para leitura básica e por onde traçaremos o caminho para analisar a História da Educação a partir de uma perspectiva da realidade brasileira e, por conseguinte da relação com a historia da educação de modo geral.
Por conseguinte também apresentamos alguns livro básicos para situar a a História da Ideias pedagógicas e fazer uma análise crítica da trajetória das abordagens pedagógicas que atualmente são utilizadas nas escolas. Portanto desvelar os sujeitos, a realidade concreta pra entender a dinâmica da organização da escola atualmente.
FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO III
Em Fundamentos da Educação III traremos assuntos relacionados ao diálogo entre Psicologia e Educação. Trazendo resenhas e comentários de artigos e obras específicas.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Arte: um Olhar além...
terça-feira, 19 de julho de 2011
Literatura 1
Passageiros do Espelho - Coletânea de Contos (Org. Isabel Furini e vários autores):
A coletânea de contos tem a característica de respeitar o estilo de cada autor. Podemos então nos deleitar com os retratos muito bem elaborados por Bruno Camargo Manenti. Outros de alta dramaticidade, entre eles os trabalhos de Alessandra Pajola, Alessandra Magalhães, Fernando Scaff Moura, Sônia Cardoso e Zeltia G. Não falta uma visão do mundo espiritual feita pela professora Natália Bueno. Já o escritor Fernando Botto lembrou a infância e Maria Edna fala da idade madura. Elayne Sampaio e Ricardo Manzo nos levam por caminhos inesperados. Fernando Scaff Moura nos empurra para uma época de horrores que ainda está viva na memória da América Latina.
Na apresentação de “Passageiros do espelho”, José Feldman, da Academia de Letras do Paraná, fala: “Morremos e renascemos a cada conto. A cada espelho. Nos vemos confiantes, solitários, agoniados, suicidas, aliviados, tristes e alegres. Somos vários espelhos, mas ao final, apenas um”.
A escritora e poeta Adélia Maria Woellner escreveu no prefácio: “Os ‘passageiros do espelho’ rompem silêncios, oferecendo suas histórias, seus devaneios, seus encantos, os arcanos da imaginação”.
Fortalece esse trabalho a colaboração especial do escritor, professor e crítico literário Miguel Sanches Neto, que nos convida a fazer uma “Viagem de Volta”.
Nas orelhas do livro a atriz, radialista e escritora gaúcha Ângela Reale destaca que no livro penetramos “em mundos tão diversos, em encontros inusitados, sonhos desfeitos, amores de longe e de perto, saudades, morte e vida”.
Cada um dos contos é como um reflexo do acontecer. É a vida que se espelha na construção ficcional. Múltiplas manifestações construindo ninho nas palavras – e nos silêncios.
Texto de Isabel Furini
A coletânea de contos tem a característica de respeitar o estilo de cada autor. Podemos então nos deleitar com os retratos muito bem elaborados por Bruno Camargo Manenti. Outros de alta dramaticidade, entre eles os trabalhos de Alessandra Pajola, Alessandra Magalhães, Fernando Scaff Moura, Sônia Cardoso e Zeltia G. Não falta uma visão do mundo espiritual feita pela professora Natália Bueno. Já o escritor Fernando Botto lembrou a infância e Maria Edna fala da idade madura. Elayne Sampaio e Ricardo Manzo nos levam por caminhos inesperados. Fernando Scaff Moura nos empurra para uma época de horrores que ainda está viva na memória da América Latina.
Na apresentação de “Passageiros do espelho”, José Feldman, da Academia de Letras do Paraná, fala: “Morremos e renascemos a cada conto. A cada espelho. Nos vemos confiantes, solitários, agoniados, suicidas, aliviados, tristes e alegres. Somos vários espelhos, mas ao final, apenas um”.
A escritora e poeta Adélia Maria Woellner escreveu no prefácio: “Os ‘passageiros do espelho’ rompem silêncios, oferecendo suas histórias, seus devaneios, seus encantos, os arcanos da imaginação”.
Fortalece esse trabalho a colaboração especial do escritor, professor e crítico literário Miguel Sanches Neto, que nos convida a fazer uma “Viagem de Volta”.
Nas orelhas do livro a atriz, radialista e escritora gaúcha Ângela Reale destaca que no livro penetramos “em mundos tão diversos, em encontros inusitados, sonhos desfeitos, amores de longe e de perto, saudades, morte e vida”.
Cada um dos contos é como um reflexo do acontecer. É a vida que se espelha na construção ficcional. Múltiplas manifestações construindo ninho nas palavras – e nos silêncios.
Texto de Isabel Furini
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Metamorfoseando
A metamorfose do mês é: "Aprender a olhar com os olhos de criança"
Em homenagem a Galeano trazemos seu olhar sobre:
A função da Arte/1
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mas estava na frente de seus olhos. E foi tanta imensidão do mar, e tanto o seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
- Me ajuda a olhar!
O livro dos abraços de Eduardo Galeano
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Direitos Humanos
Direitos Humanos e Educação uma discussão necessária e profícua para estes tempos...
Para saber melhor e obter vários documentos atuais o site da Rede de Educação em Direitos Humanos merece atenção especial:
www.redhbrasil.net
Para saber melhor e obter vários documentos atuais o site da Rede de Educação em Direitos Humanos merece atenção especial:
www.redhbrasil.net
Literatura 2
| Foto: Nei Birk |
Falando em Metamorfose é leitura obrigatória o livro de Franz Kafka, inspiração de parte do assunto deste Blog. Como a obra é de domínio público você poderá encontrar em alguns sites:
http://www.dominiopublico.org.br/ ou ainda: http://www.culturabrasil.org/metamorfose
Já tem Edição de bolso, assim você poderá levar onde desejar ir. Em outras palavras é dizer viajamos com uma obra e, embora estejamos em algum lugar lendo estamos "no mundo";
Vale a pena ler "O conto da ilha desconhecida de Saramago" pequena e profunda mensagem:
http://www.releituras.com-jsaramago_conto_asp/
Do livro "Passageiros do espelho" o Conto:
ESPECTRO D’ÁGUA
Por NATALIA BUENO
Há um universo dentro de mim, pensa Sofia em frente àquelas
incontroláveis ondas sonoras que preenchem o imenso quadro obscuro aos seus
olhos e exprime a profunda sensação de que há água por todo o lado.
Por algumas horas aquela mulher de olhar enigmático, cabelos negros como
o fundo do cosmos, fixa as imensas águas e percebe o quão é impossível avistar
tudo em um único olhar. Pede ajuda. Observa ao redor, ninguém para amparar.
Continua a mergulhar. Conforma-se. Não
há o que esperar alguém para orientá-la? Um espasmo de pensamento lhe ofusca a
mente: Pura ilusão! Estás sozinha, nada a presumir, precisa se entregar. Corajosamente se propõe a interpretar-se
naquele fragmento do mundo, ela a água o mar. Uma resiliente Sofia se permite
navegar, não importa o que vier a Ser.
Já não sente mais qualquer pedaço de sua roupa. Desnuda, estás dentro,
no, com o mar. Um fragmento de reflexão chega a mente palpitando um feixe do
cérebro que se arrepiando exala: - Agora pertenço a este mundo, sou dele e nada
importa e desprovida de qualquer sentimento de medo permite que a água preencha
o seu espaço restante do corpo que já 70% água completa-se com seus fragmentos.
Água corpo-água é o fragmento do mundo-Sofia. A mente já toda água revela: -
Que turbulência! Que paz! Que imensidão divina! Não há nada mais o que pensar,
fazer, já sou água! O último feixe da razão que chega a mente de Sofia antes
que todo aquele mar se consumisse em, com a matéria Sofia.
- Não sou mais corpo, matéria,
pessoa. Sou uma gota no infindo oceano, fazendo-se parte do Todo e do Nada.
Metamorfoseando se inclina para outro modo de Ser.
Sibilantes rajadas de vento penetram na água. Sofia dialoga com cada
pulsar do ar que vem e vai tocando inúmeras gotículas de água antes de caírem
no oceano, sendo ela gota-Sofia-água, parte de um fragmento da atmosfera. A queda as transforma em milhares, infinitas
outras matérias que se entrelaçando formam uma imensidão d’água que faz a Terra
se expandir de nova energia, purificando tudo. Os inúmeros seres abaixo e acima
do mar se despertam fartando-se de alegria a espera de novas rajadas do
estrondoso vento. O que surge faz com
que todos os seres se exaltem e se escondam, arriscando de soslaio e ainda
assim, esbugalhando os olhos, um observar. Uma vociferante voz clama do céu e
acompanhada de muitas luzes traz rajadas por todos os cantos do mar. E num
eloquente dialogar céu e mar parecem digladiar num breve minuto de inspiro e
expiro, conformados e exaustos da discussão, num efêmero instante se
comprometem a acalmar-se.
Sofia imersa no oceano é ainda
discussão e ao perceber o enorme clarão que vem do céu vira-se de súbito, já
não está mais água, penetrou no céu preto-cinzento e repentinamente observa o
mar que pergunta do atroador vozeirão:
- Você por hora está acima, mas já esteve cá embaixo e vê!! Não há diferença alguma, apenas mudou de
lugar, mas o que vê daí também se observa daqui. Você pertence aí, mas aqui
também, não há nada acima que já não exista abaixo.
A mulher reluta, mas se une aos gritos do céu e assume a voz da
imensidão, vociferando impulsivamente. Trava-se um duelo infindo, céu e mar se
intercalam e se confundem para gera uma outra emanação. A majestosa luz chega para se adicionar a
Sofia-céu-mar. Em cada grito que surge das profundezas da imensidão céu-mar
trazem consigo estonteantes cortes de um gigantesco duelo de luz, traçando no
céu contínuas linhas disformes. Unindo céu-mar num único feixe de inchado de
luz. Tudo se confunde e em uníssono
gritam, vibram, jogando luz a todo lugar sem estar em lugar algum. Já não se
sabe quem e o que é cada Ser e Sofia dentro de si e de Tudo na imensidão
proporcionada pela expressão de tudo e nada, não é matéria, mas consciência
irracional coletiva e que instiga a saída e entrada a todo o momento, numa
contínua espiral de mar-céu-terra, luz.
Já desprovida de qualquer razão, tenta um lapso de comunicação: - Quem
eu sou nesta imensidão? Responde-se: -
Água, luz e escuridão, nada e tudo. Espectro do cósmico que emana obscuridade. Retorna a água e se acrescenta a resposta
de Sofia: - Sou tudo o que vem de cima e
está abaixo! O que está dentro de ti está em mim.
Sofia fora de si se observa toda água, não há nenhuma dúvida de sua
completude mar-céu-terra-luz. O vento logo retorna para que a água penetre
profundamente a matéria trazendo consigo mais cortes de feixes de luz que, como
cristais de vidros, rasgam o céu para evidenciar o clarão boquiaberto que clama
na escuridão. Toda a quintessência da natureza adentra-se a Sofia e se espalha
pelos infindos canais que se comunicam com outras imensidões. Nada parece acalmar aquele minuto de espasmo
de Sofia; retornam vozeirões de luzes que seguem cortando e arrepiando o corpo
exausto de uma Sofia-céu-mar-escuridão-luz prestes a ser engolida pela catarse
proporcionada pelo diálogo entre o acima e o abaixo.
Caoticamente, um grande estalo... Consegue, então, fechar a janela da
sala. A tempestade lá fora deixa evidente que aquela noite de verão na praia
trará muitas promessas aos sonhos de Sofia; folhas verde-secas com gotículas de
água caem ao lado de fora da janela. Delicadamente apaga a luz e retorna a
cama.
Assinar:
Postagens (Atom)









